Depois de assistir, no último FICA, a um curso de três dias com o cineasta Mauro Baptista, enfim, pude acabar de ler o livro resultante da adaptação de sua tese de doutoramento (publicada pela editora Papirus, na excelente coleção Campo Imagético), intitulado: O cinema de Quentin Tarantino.
Como a generalidade do título aponta, a proposta consiste em uma análise de todos os filmes dirigidos por Tarantino. Projeto que o livro cumpre parcialmente, visto que a apreciação dos últimos quatro filmes do diretor (Kill Bill I, Kill Bill II, À prova de morte e Bastardo Inglórios) apresenta-se demasiadamente en passant em relação à análise pormenorizada dos três primeiros (Cães de Aluguel, Pulp Fiction e Jackie Brown). Ainda assim, creio que o livro cumpre sua função, sobretudo ao apontar e contextualizar os principais recursos que posicionam Tarantino como um dos grandes mestres do cinema pós-moderno: a encenação do cotidiano, o posicionamento de câmara, as preferências de decupagem, a inversão de gêneros, a citação, a ruptura da linearidade temporal, o recurso aos jogos, às paródias, aos pastiches e a outras técnicas mais.
Nesse sentido, se por um lado, o livro consiste em excelente guia para uma leitura mais aprofundada da obra do cineasta, por outro, também se apresenta como um bom texto de aproximação para os que – como eu – desejem aprofundar seus conhecimentos sobre a sétima arte. Vale ressaltar, todavia, que a eficácia alcançada pelo livro em relação ao conteúdo, eclipsa-se com a pouca afinidade manifesta no que tange à quinta arte; nesse quesito, o texto peca pela redundância assim como, vez por outra, pela ausência de coesão entre as unidades que compõem cada capítulo.
Enfim, sobre a perspectiva de que os fins justificam os meios, acredito que O cinema de Quentin Tarantino apresenta-se como um belo convite para que posicionemos, em profundidade, um olhar a mais para as telas.




Como vai meu cara borboleta!
ResponderExcluirSempre buscando inspiração em tarantino... normal, o sangue que escorre da face, molha a terra e a grada o deus!
Saudades suas meu caro! Verdadeiras e Sinceras!
Grande Abraço!
Du.
Tô com o livro em mãos. Do nada o diabo levanta a cabeça entre as minhas leituras acadêmicas e já tô querendo te matar por isso XD~~~~.
ResponderExcluirParabéns =P
Saravações cara Lady,
ResponderExcluirEstamos parados por aqui,
passo só pra te deixar a par por aí,
espero que me desejes morte violenta,
e que junto ao terror dos olhos,
acompanhe-me a descoberta de teu enigma.
Abraços